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[Texto: Edwin Paladino]
[Fotos: André Schiliró]
[Styling: Yan Acioli]
[Beleza: Henrique Martins (Capa MGT), para Lancôme e Redken]

Numa noite chuvosa de segunda-feira, no final de outubro, encontro-me com Sabrina Sato para uma conversa sobre sua carreira. Ao chegar no estúdio do fotógrafo André Schiliró, no bairro paulistano dos Jardins, vejo a apresentadora do programa Pânico na TV ( Rede TV!)naturalmente maquiada, em frente ao espelho do camarim, usando um microvestido pérola, saltos altíssimos nude (a cor do momento), cabelos volumosos jogados em seu ombro direito. Não posso deixar de reparar... Pernas lindas de bailarina, corpo curvilíneo e sensual, pele morena! E um sorriso aberto que já virou sua marca registrada.
Não pense que ela faz o gênero sex symbol. Pelo contrário, Sabrina ainda é aquela menina de Penápolis (SP) que mistura brejeirice infantil com sensualidade de gente grande (segundo palavras do jornalista e apresentador Pedro Bial). Tudo nela acontece muito espontaneamente. Tão espontaneamente como fala sobre suas histórias de vida, opiniões, sonhos e gostos pessoais durante a entrevista. “Tenho sorte, trabalho bastante e estou rodeada de pessoas ótimas”, diz ela.
Sua irmã, a empresária e advogada Karina Sato Rahal, está sempre ao lado de Sabrina. É ela quem cuida da agenda e do licenciamento da marca Sabrina Sato. Aliás, são vários produtos: jeans, óculos, calçados, joias, bolsas, chinelos e salão de beleza. “Prefi ro trabalhar com minha família, fico mais segura”, conta Sabrina, descendente de japoneses, libaneses e suíços, que é superapegada à família. “Ela é meu porto seguro, são meus irmãos que me ajudam e me dão estrutura para eu realizar meu trabalho”, confessa a apresentadora, que batalhou para ter seu lugar ao sol.
Ao 28 anos, Sabrina já é uma estrela nacional. Conquistou fãs – e projeção – quando participou do reality show Big Brother Brasil 3, da Rede Globo, e, logo depois, estreou no Pânico na TV (Rede TV!). Seu trabalho ganhou destaque e ajudou a levantar a audiência do programa, que já bateu a Rede Globo no Ibope, aos domingos. “Sou daquele jeito mesmo, meio desligada, meio caricata”, diz. Mas Sabrina é uma garota esperta, e agora entrevista políticos no Senado, em Brasília, e se informa sobre os rumos do Brasil. “Vejo que lá há pessoas que têm sonhos, acreditam em ajudar o País, por isso me interesso também por política”, diz ela, que é namorada do deputado federal Fábio Faria (PMN-RN). Essa é uma boa resposta para quem acha que a garota de olhos puxados é apenas “mais um corpo bonito na televisão”


Você nasceu no interior de São Paulo, em Penápolis, e morou em São Paulo e no Rio
quando era bem novinha. Qual foi sua primeira sensação ao chegar em São Paulo?

Cheguei em São Paulo aos 16 anos, para estudar, e fui morar no bairro do Tatuapé (zona leste de São Paulo). Eu, que nasci e cresci no interior, fi quei fascinada com a modernidade da cidade. E as duas coisas que mais me impressionaram foram o metrô e os elevadores, os quais eu achava modernérrimos (risos).

Você já veio para São Paulo com o objetivo de trabalhar na televisão?

Desde menina, sonhava em trabalhar com as câmeras de televisão. Mas vim para São Paulo para estudar. Na época, fazia cursinho, estudava na escola Ballet Stagium e ainda me matriculei num curso de teatro!

E, quando  você começou o balé, passava por sua cabeça chegar às companhias russas, como acontece com a maioria das bailarinas?
Fiz balé clássico, contemporâneo, e já dava aulas aos 15 anos. Mas essa história de ir dançar em companhias prestigiadas não era meu caminho. Nunca fui muito disciplinada, mas entrei para a faculdade de dança na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bom, na verdade, eu queria trabalhar no Balão Mágico (programa infantil da Rede Globo, dos anos 1980), com a Simony e Jairzinho.

E como foi chegar ao Rio de Janeiro, descendente de orientais e com sotaque
carregado do interior de São Paulo?

Chegar ao Rio foi tranquilo. Eu estava na faculdade e fiquei amiga de alguns bailarinos de dança contemporânea. Fiquei meio riponga, fi z peça de teatro, trabalhei como dançarina no programa Domingão do Faustão, fui garota do tempo do jornal O Dia. Mas, quando estudei jornalismo em São Paulo, vi que queria ser apresentadora.

Qual é a diferença entre morar em São Paulo e no Rio?
Em São Paulo você é anônimo: faz o que quer, tem a liberdade que a cidade grande lhe dá, a diversidade, ninguém se preocupa com sua vida, pode andar por aí numa boa. O Rio já tem a beleza natural, a Lapa, o mar, o morro e o samba, que eu adoro. A cidade é linda e vale por tudo isso. Mas a verdade é que me adapto a qualquer lugar. Já pensei até em morar em Salvador!

Você ganhou projeção nacional quando participou do BBB 3, em 2003. Trabalhar no
Domingão do Faustão a ajudou no processo seletivo?

Nem um pouco. Eu já tinha saído do Faustão, estudava jornalismo em São Paulo. Foram meus amigos que comentaram sobre o Big Brother e resolvi me inscrever. A seleção foi rigorosa, com várias etapas, entrevistas com Boninho, conversa com diretores e produtores.

E como foi colocar o pé na rua, já famosa, depois de passar muitos dias num reality show visto por milhões de pessoas?
Não me deslumbrei com tudo isso porque tenho uma família maravilhosa, que me dá estrutura, minha mãe é psicóloga. Mas tenho fãs do Big Brother até hoje, crianças, adolescentes. Na época, quando voltei para Penápolis, o prefeito mandou um carro de bombeiro buscar-me. (risos)

Pelo visto, você curte a família: mora com dois irmãos, sua irmã (Karina) é sua empresária, você sempre fala de seus pais em entrevistas...

Fico mais tranquila com minha família. Sou companheira dos meus irmãos, sou a fi lha do meio, to protegida. E tenho também muita sorte de ter pessoas tão legais ao meu lado, sejam amigos, parentes, pais.

Você é religiosa?
Minha avó, que se foi quando eu era pequena, é meuguia. Eu era muito grudada a ela e ela me ensinou muitas coisas para a vida, como fazer o bem para as pessoas. Tenho também meus sapinhos... Minhas fitinhas do Senhor do Bonfim na bolsa para me protegerem!

Você é uma celebridade. Tem muitos amigos?
Tenho poucos amigos e eles são muito bons. Pessoas de outras áreas, que moram até em outros lugares, são meus verdadeiros amigos. Acredito que as verdadeiras amizades acontecem mesmo na infância e na adolescência. Claro que, ao longo da vida, conhecemos pessoas maravilhosas, mas lá no comecinho é que criamos nossos vínculos. Tenho muitos amigos gays.

Ah, é? E o que os gays têm que lhe atrai tanto?

Ah, um amigo gay levanta o astral, é o melhor companheiro para tudo, para confidências,
conselhos, sair pra comprar coisas, divertir-se. Sou amiga de gays desde criança. Minha família me ensinou a respeitar o ser humano. Eu defendia meus amiguinhos gays na escola, dava uns tapas na molecada. Até meu Papai Noel, quando eu era criança, era gay!

Você já namorou gays?
Acho que não. Pelo menos quando namorei, eles não eram. (risos)

Voltando à televisão: no programa Pânico na TV (Rede TV!) você dá suas sugestões?
Todos lá são muito bacanas, eu amo o que faço, a gente dá ideia todo mundo junto, o tempo todo.

No Pânico na TV há o quadro de entrevistas com políticos, em Brasília. A política brasileira é mesmo uma piada? Quem chamou mais sua atenção lá?
Estou me interessando cada vez mais por política. Leio revistas semanais, jornais. Eu também acho que lá ainda tem jeito, porque entrevisto algumas pessoas que ainda têm sonhos, que são legais.
Gosto do (Eduardo) Suplicy, do Cristovam Buarque. Eles têm sonhos, projetos e querem realizar algo para as pessoas. Acho esse um bom caminho, mas acho que a gente deve cobrar mais. Meu sonho é entrevistar o Lula! Ele tem piadas que nenhum humorista tem.

Quais são seus ídolos?
Como profiissional, eu admiro e curto muito a Oprah Winfrey (apresentadora norte americana) e a Hebe.

Como você se imagina daqui há 30 anos?

Sou muito sonhadora, imagino-me com filhos, netos, morando na cidade com uma
casa no campo para curtir todos eles. Mas curto muito mais o presente, com certeza!

Comentários
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Regiane - [09h 20] - [01.12.2009]

Adorei a nova edição da Revista Opaque com a Sabrina Sato.
Ela está linda!
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Sabrina Sato: divertida, sensual e carismática. E-mail