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Combinar alimentos que não são compatíveis entre si pode atrapalhar a absorção de nutrientes importantes, aumentar o acúmulo de gordura nas células, causar perturbações gástricas e até evoluir para um processo infeccioso. Veja pares alimentares que são verdadeiros estraga-prazeres. Evite-os sempre que puder
Sanduiche + milk shake = final infeliz no estômago
Leite quente ou frio durante as refeições principais não é uma boa ideia. Então, nada de saborear seu hambúrguer ou outro lanche preferido da rede de fast-food com um copo de milk shake de morango ou chocolate. O mesmo vale para o achocolatado quente ou gelado com lanche, um croissant de frango com requeijão cremoso ou uma coxinha. “O leite pode talhar no estômago e dificultar a digestão e absorção de vitaminas e minerais”, explica a médica especialista em nutrição Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro. Sem contar que também reduz a ingestão de ferro. Se você ainda resiste em bebericar algo durante as refeições principais, o que não é o mais indicado, prefira água ou chá.
Purê de batata + arroz = calorias em demasia
Essa é realmente uma combinação infeliz, porque o purê de batata e o arroz são duas fontes de carboidratos interpretados pelo organismo como “açúcar”. Aí não tem jeito, lá vem o pico de insulina de novo e os quilos a mais na balança. O ideal é combinar arroz com feijão, que têm um casamento perfeito, já que o feijão é rico em proteínas e carboidratos complexos, e é grande fonte de fibras solúveis e insolúveis, vitaminas do complexo B e minerais, como ferro, potássio e cálcio. “O arroz é fonte de energia e proteína, porém seu perfil de aminoácidos essenciais é incompleto, contendo baixas quantidades de aminoácidos ricos em enxofre. Quando o arroz é associado ao feijão, o valor nutricional do prato se torna superior à combinação de arroz e purê de batata, porque ambos fornecem proteína, fibras alimentares, minerais, vitaminas, aminoácidos essenciais e ácidos graxos”, fala a nutricionista clínica funcional Carolina Ribeiro, do Rio de Janeiro. Outra boa combinação é feijão com purê de abóbora. A abóbora é rica em vitamina A, vitaminas do complexo B e vitamina C, o que ajuda na absorção do ferro contido no feijão.
Arroz com feijão + bife + suco de melancia = fermentação à vista
Talvez você não saiba, mas é um erro grave comer melancia como sobremesa ou tomar o seu suco no almoço ou jantar. A fruta, por ser rica em água, vai simplesmente parar a digestão e sobrecarregar o sistema digestivo, que vai ter de produzir uma quantidade imensa de enzimas digestivas. E outra, quando a melancia é ingerida sozinha, ela permanece alguns minutos no estômago. Porém, quanto se junta com outro alimento, ela fica retida no estômago como os açúcares, produzindo gases e fermentação. Coma melancia isoladamente longe de qualquer refeição, anotou a dica?
Carne + leite (estrogonofe) = menor absorção de ferro
Duas proteínas consumidas na mesma refeição exigem sucos gástricos de composições diferentes e tempo de digestão também diferente para cada uma das proteínas. Por exemplo, enquanto o suco gástrico necessário à digestão da carne tem seu Potencial Hidrogênionico (pH), índice que indica a acidez, máximo no início da digestão, o leite tem um pH máximo do suco gástrico no final. Portanto, evite misturar carne com leite na mesma refeição. “O cálcio e o ferro quando consumidos juntos ainda competem entre si e um atrapalha a absorção do outro”, fala Carolina.
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