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Estima-se que, em duas décadas, o número de diabéticos passará de 285 milhões para 438 milhões no mundo. No Brasil, a doença afeta cerca de 11 milhões de pessoas. Ao lado de outras doenças crônicas não transmissíveis, o diabetes é um dos principais desafios da área da saúde
Quais são as principais complicações do diabetes?
Cardíacas, que podem levar ao infarto; renais, que provocam edema de membros inferiores, aumento da pressão arterial e perda de proteína na urina; dificuldade de esvaziamento da bexiga e, nos homens, dificuldade de ereção; circulatórias, como arteriosclerose; visão borrada; distensão abdominal, vômitos e diarreias; infecções por fungos, na pele e nas unhas; diminuição da sensibilidade nos pés e nas mãos; neurites agudas – lesões inflamatórias ou degenerativas dos nervos, com consequente paralisia –; e problemas ortopédicos.
Para detectar a doença, quais os exames utilizados?
Análises clínicas e laboratoriais. Pessoas com sede excessiva, aumento do volume da urina, do número de micções e aquisição do hábito de urinar à noite, fadiga, fraqueza, tonturas, visão borrada, aumento de apetite e perda de peso devem ser submetidas a um diagnóstico, para se estabelecer a medida da glicose no sangue.
Como é o tratamento da doença?
É possível viver com qualidade de vida e ter um cotidiano praticamente “normal!”. Para tanto, os portadores da doença devem fazer uso de medicamento/insulina conforme indicação médica, ter uma alimentação balanceada e saudável, praticar atividades físicas e seguir criteriosamente as recomendações médicas. Atualmente, há novidades em insulinas e métodos via oral que não causam picos de hipoglicemia, agulhas mais finas que provocam menos desconforto e aparelhos para medição da glicose fáceis de manipular. Há muitas promessas de surgimento de novas medicações para os próximos anos. Mas cada caso deve ser tratado de acordo com sua necessidade.
É mesmo importante fazer atividades físicas?
Com certeza. Praticar exercícios regularmente é primordial, pois ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a controlar os níveis de açúcar no sangue e mantém o peso estável.
O que é o diabetes gestacional?
É o diabetes diagnosticado durante a gestação, por meio de um exame de glicemia ou do teste de tolerância à glicose, que são habitualmente pedidos no pré-natal, pelo obstetra. As principais consequências do diabetes gestacional são o aumento do tamanho do feto e do volume de líquido amniótico. Assim, o bebê nasce com peso elevado, dificultando o parto, e apresenta hipoglicemia (queda de açúcar no sangue) após o nascimento, que precisa ser tratada com soro glicosado na veia. Para combater o problema, é preciso seguir uma dieta alimentar e praticar atividades físicas sob orientação médica.
Diabetes pode matar?
Infelizmente, sim! Se não for controlado, o diabetes mellitus (DM) pode levar à morte. Casos de coma por excesso (hiperglicemia) ou falta (hipoglicemia) de açúcar no sangue podem ocorrer em diabéticos e, se não forem tratados rapidamente, podem levar ao óbito. Além do coma, o DM afeta diversos órgãos e está associado a doenças, como infarto e derrames, que matam milhares de pessoas anualmente.
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