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Um novo método de condicionamento físico promete fortalecer os músculos, alongar a silhueta, reduzir as medidas e chapar o abdômen. Agora não há mais desculpas para ficar fora de forma! 
 
por Rosina Silva
 
Se você não gosta dos exercícios tradicionais das academias, tem de conhecer o Gyrotonic Expansion System, uma modalidade de exercícios criados a partir do yoga, do tai chi chuan, da natação e da dança. Essa diversidade de movimentos e técnicas desenvolve, ao mesmo tempo, força e flexibilidade com o mínimo de esforço. O nome já diz tudo: “gyro” signifca giro, e “tonic”, dar tônus. Os movimentos são executados em um único equipamento, utilizando tiras de couro, cordas, roldanas e manivelas, propiciando ao corpo alcançar sua máxima mobilidade. Os resultados vão desde o aumento da coordenação motora e da flexibilidade até o fortalecimento dos músculos, das articulações, dos ligamentos e dos tendões, além de proporcionar alinhamento da coluna, redução do estresse, aumento da concentração e do equilíbrio e bem-estar.  
 
Onde surgiu
O método Gyrotonic foi criado pelo ginasta, nadador, yogui, acupunturista e bailarino húngaro Juliu Horvath, no final dos anos 1970, nos Estados Unidos. Inicialmente ele criou a técnica para uso próprio, após sofrer uma lesão, mas rapidamente ela foi disseminada, chegando a bailarinos e atletas, que descobriram no aparelho criado por Juliu uma poderosa ferramenta preventiva de lesões corriqueiras da profissão, além, é claro, de o Gyrotonic promover visível melhora no desempenho.
Não demorou muito para que Horvath aproveitasse a grande demanda e passasse a dedicar-se a um trabalho bastante minucioso para adaptar seu método a todos os tipos de pessoas. Com isso, o Gyrotonic começou a beneficiar qualquer pessoa, inclusive as que jamais haviam praticado atividades físicas. “Pessoas que sofriam de dores na coluna, de desvios e até mesmo de LER [lesão por esforço repetitivo] passaram a sentir-se melhor após os exercícios”, acrescenta a instrutora Roberta Quinn, do Estúdio Roberta Quinn, em São Paulo. No Brasil, a modalidade é recente, mas já conquistou uma legião de fãs. Também pode ser encontrada em mais de 25 países, entre eles Alemanha, Espanha, Inglaterra, Itália, México e Japão. 
 
Um aparelho, várias funções
Construído em madeira, o Gyrotonic possui uma torre alta pela qual passam cabos presos às roldanas e um banco em forma de T, que possui duas manivelas que giram nos sentidos horário e anti-horário. Nas cordas, é possível exercitar tanto braços, punhos e mãos, quanto pernas, tornozelos e pés. Já as manivelas servem de apoio e resistência para exercitar os membros superiores e toda a coluna vertebral.
Na opinião da professora Cintia Baril, da academia Iguia Wellness Club, no Rio Grande do Sul, o grande diferencial do equipamento é a possibilidade de trabalhar força e flexibilidade em um único aparelho, sem ter de ficar deslocando-se de um lado para o outro. Para se ter ideia, é possível ter mais de 150 variações de exercícios em um mesmo lugar. O Gyrotonic também é diferente dos demais aparelhos convencionais, que só permitem a execução de movimentos lineares ou isolados (os típicos “abre e fecha” e “levanta e abaixa”), porque, nele, os movimentos são circulares, controlados e rítmicos, obedecendo à natureza do corpo humano.       
 
 
O passo a passo da aula
No conceito do método, cada pessoa é única, por isso as aulas nunca são as mesmas. Mas, de maneira em geral, elas seguem a mesma divisão. O que muda são os tipos de exercícios dados, que variam de acordo com a necessidade da aluna. Tudo começa com um aquecimento. Nessa parte, a pessoa é estimulada a mobilizar o tronco, a pélvis e os membros superiores, de forma suave e gradativa. O importante aqui é perceber os segmentos corporais, a respiração e o próprio ritmo. No final dessa fase, os mesmos exercícios são repetidos, só que de forma mais veloz.
Na parte principal, o foco são os movimentos mais complexos, com exercícios de força, mobilidade, coordenação e flexibilidade. O corpo todo é trabalhado, especialmente a coluna, o abdômen e as costas. A proposta é trabalhar tanto o lado esquerdo quanto o direito sob a mesma intensidade, equilibrando a postura. Segundo a professora Cintia, as posições são coordenadas com a respiração, o que estimula o sistema aeróbico (cardiovascular e pulmonar), promovendo também o rejuvenescimento neuromuscular.
Na fase final, a praticante se prepara para voltar às suas atividades do cotidiano. Dependendo do horário, os exercícios são mais dinâmicos, para deixar a pessoa mais alerta, ou tranquilos, para estimular o relaxamento corporal. O ideal, segundo as professoras, é praticar individualmente a aula, com duração de uma hora. Mas, dependendo do número de equipamentos presentes no estúdio, a atividade pode ser feita em duplas, trios ou quartetos.
 
 
Uma atividade (quase) completa
Por ser uma atividade que estimula o corpo a ir além de seus limites, a melhora da forma física é nítida, devido ao aumento do tônus muscular e da flexibilidade. Como os movimentos exigem muita força do abdômen, as praticantes conquistam rapidamente uma cintura mais fina graças à queima de gordura localizada nessa região.  
Outros benefícios imediatos são a melhora da postura corporal e o fortalecimento dos ligamentos, prevenindo dores nas costas e futuras lesões. Além disso, a pessoa percebe aumento da circulação sanguínea, da concentração e do metabolismo. Isso quer dizer que a perda de peso é mais um ponto a favor da técnica. “No entanto, no começo os exercícios são menos aeróbicos porque a aluna estará aprendendo os movimentos, assim a execução é mais lenta. Depois eles são feitos com fluidez, aumentando o nível aeróbico e a porcentagem de músculos, que ajudam a queimar mais calorias”, aponta a instrutora Roberta.
Por isso, para esse fim é recomendado que os exercícios sejam realizados com a frequência de duas a cinco vezes por semana. Além disso, claro, deve-se associar o Gyrotonic a outras atividades mais aeróbicas e controlar a alimentação!    

Gyrotonic versus Pilates
Esses aparelhos têm muitas diferenças entre si, embora ambos sejam construídos em madeira e possuam cordas e roldanas. O design na altura dos apoios e o tipo de carga – no Pilates há molas e no Gyrotonic, pesos – são o primeiro ponto. O método Pilates ainda possui um kit básico de quatro equipamentos, enquanto o sistema Gyrotonic tem apenas um para atingir a mesma função. Fora isso, no primeiro os movimentos são feitos horizontalmente e não de forma circular. 
 
Liberado para todos
Não há restrições para fazer a aula. Todas as pessoas que estão aptas a fazer alguma atividade física podem iniciar a modalidade. “Podemos adaptar alguns exercícios e evitar outros, dependendo das necessidades e dos objetivos específicos de cada aluno”, lembra Cintia.
A técnica também não tem restrição no que se refere ao sexo e à idade. Ela é adequada perfeitamente a homens, mulheres e crianças. No dia a dia, as instrutoras observam que existem desde alunos mais jovens aprendendo a conhecer seu corpo e adultos melhorando o condicionamento físico ou recuperando-se de lesões, até atletas melhorando seu desempenho. Realmente não existem mesmo desculpas para não começar a praticar já essa técnica!
 
 
Ficha Técnica
Duração da aula: 1 hora.
Calorias gastas: entre 250 e 350 por aula.
Roupas ideais: confortáveis, para não impedir os movimentos, como legging e camiseta. Não precisa usar tênis porque as aulas são feitas com os pés descalços. 

Principais benefícios: melhora do condicionamento físico, da força muscular, da postura corporal, da mobilidade das articulações, da flexibilidade e da coordenação motora

 

 

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