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Muitas vezes, o grande pesar do término de um relacionamento não é o fim propriamente dito, mas a dificuldade de afastar-se definitivamente do ex-namorado ou ex-marido. Veja aqui algumas estratégias para deixar bem claro que a separação é o melhor caminho
1.Se você um dia se apaixonou ou viveu uma história de amor com alguém, saiba reconhecer e valorizar isso, mesmo que esteja magoada ou não queira mais nenhuma aproximação. Caso contrário, a separação será muito mais difícil.
2.O espaço dele termina quando começa o seu. Isto é, um ex vai te incomodar quando passar dos limites que foi estabelecido como privacidade. Portanto, só você pode saber ao certo quando é hora de ser mais enfática e dizer a ele, com todas as letras, que é hora de parar porque você está se sentindo desrespeitada e invadida.
3.Caso não seja possível evitá-lo, tenha uma conversa do tipo “olho no olho”, ou ainda “de homem para homem”, o que em outras palavras significa que vai ser “curta e grossa”. Diga-lhe, com voz firme e tranquila, demonstrando o quanto você está certa do que está dizendo, que não quer mais falar sobre vocês dois, que a história já acabou e não tem a menor chance de ser retomada e que você não quer mais ser incomodada com esse assunto.
4.Se for difícil retomar sua vida porque o outro está interferindo demasiadamente, se seus limites não estão sendo ouvidos e respeitados, procure ajuda de um profissional e faça uma psicoterapia para viver essa separação com mais serenidade e menos sofrimento.
5.Quando uma relação termina, é preciso refletir sobre a parcela de responsabilidade que cada um tem nesse processo, mesmo daquele que teve a iniciativa de terminar. Rever a própria participação é um gesto de humildade que leva ao amadurecimento e amplia a capacidade de amar, para que da próxima vez, estejamos mais inteiras, sábias e plenas.
6.Lembre-se de que terminar da melhor maneira a ajudará a recomeçar outra relação também de maneira tranqüila. Quando não finalizamos uma história com respeito e dignidade, quando não passamos pelo luto necessário ao viver qualquer fim, prejudicamos a história seguinte, pois carregamos mágoas, conflitos e dificuldades para o novo relacionamento.
Depoimentos
“Cheguei a trocar o chip do meu celular”
“Estávamos juntos há quase dois anos. Na verdade, o nosso relacionamento nunca foi saudável. Brigávamos por qualquer besteira – e as brigas eram pesadas, intensas e muito sofridas. Não havia confiança alguma, ele vasculhava meus e-mails, minhas ligações e mensagens no celular. Um horror. Mas eu não conseguia terminar porque no fundo a gente realmente se gostava muito. Era uma relação de amor e ódio, que na fase do amor era muito bom. Até que um dia brigamos feio. Novamente, uma daquelas discussões que trazem muito sofrimento. E terminamos. Mas ele continuava me ligando, falando que não era possível viver sem mim e ficava insistindo. Afastei-me por dois meses, nesse período viajei para a Europa, onde fiquei dois meses sozinha. Precisava pensar, refletir. Quando voltei ao Brasil retomamos o namoro e foi uma fase muito boa. Mas logo as brigas recomeçaram e o sofrimento também. Então decidi de uma vez por todas dar um fim ao relacionamento. Mais uma vez, foi complicado. Ele me ligava, aparecia na minha casa, mandava flores no meu trabalho. Foi insuportável. Fiquei dois meses sem atendê-lo. Ele deixava mensagens de voz e eu não ouvia, deletava os e-mails antes de ler – foi assim durante um ano. Quando eu via que era ele, desligava – sempre. Cheguei até a trocar o chip do meu celular para ele não me encontrar. Por fim consegui afastá-lo totalmente da minha vida. Eu não estava me forçando a ficar longe ou escondendo o meu sentimento. De fato, já não havia mais nada além de mágoas e decepções. Um dia qualquer caiu a ficha, ele finalmente entendeu e nunca mais me procurou”
Marina Gebara, advogada, 32 anos.
“Tive um ataque para ele entender que acabou”
“Estávamos namorando há pouco mais de dois anos. Nosso momento de vida era bem diferente, eu fazia faculdade e ele já formado, trabalhando. Mas o fator crucial foi ele ter ido para Londres estudar durante um ano. Nesse meio tempo conheci meu atual namorado e concluí que manter um relacionamento à distância não tinha condições. Resultado: quando ele voltou, não admitiu ter “me perdido”. Aparecia na minha casa de noite, de dia, de madrugada. Estava sempre na saída da faculdade sem me avisar, mandava email, ligava, ficava me chamando no MSN. Uma situação bem desgastante. Foi assim durante seis meses. Mas um dia – justamente porque meu atual namorado estava ficando impaciente com esse ‘fantasma’ na minha vida – tive que dar um chilique no meio da rua, em uma dessas vezes que ele aparecia sem avisar. Aos gritos, disse que não queria mais nada com ele, independentemente de estar namorando outro cara. A essa altura ele já sabia que eu não estava sozinha. Depois dessa crise que eu tive, ele se afastou definitivamente.”
Denise Albuquerque, professora de literatura, 24 anos.
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